
Somos seres humanos vivendo majoritariamente nas cidades. Seres urbanos, sim, porém mal urbanizados. Sentimo-nos ainda forasteiros na cidade. O asfalto, as pedras, os edifícios, as casas nos morros, as lojas, os armazéns, os supermercados, as fábricas, os plásticos, os computadores vão tomando espaços há pouco inimagináveis e, com isso, distanciando o ser humano do convívio mais direto com a natureza. A vida agitada já não nos possibilita mais parar, respirar, contemplar numa união cósmica que enlaça a natureza toda. A própria poluição já embaça os horizontes, enfraquece a luz do sol, muito mais da lua e das estrelas. A degradação do meio ambiente atinge índices alarmantes, com ameaças diretas à qualidade da vida existente.
É certo que o modelo econômico atual agride fortemente a vida neste planeta. Desenvolvido na civilização ocidental, hoje invadindo os mais recônditos lugares da Terra, este modelo corrói não só o humano mas desfaz o equilíbrio vital que une a natureza toda. A busca desenfreada do lucro, capitalizado/acumulado, levou a uma sede voraz de posse sobre a limitada natureza, hoje com sinais de depredação comprometedores. E mais! O alarmante ritmo de extinção das espécies2 não é um fenômeno natural, nem espontâneo e muito menos autônomo. Sabemos do enorme impacto causado pela interferência do ser humano na criação. Em curto espaço de tempo, estamos rompendo o equilíbrio que custou bilhões de anos para se formar e poder acolher/abrigar a vida.
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