quarta-feira, 15 de setembro de 2010

PAZ: Justiça, desenvolvimento e solidariedade



Na vida em sociedade, três são os pilares da paz: a justiça, o desenvolvimento e a solidariedade.

Lemos em Is 32,17 que “a paz é obra da justiça”. João XXIII já dizia que as relações entre os Estados devem ser “reguladas pela justiça”, exclamando: “Esquecida a justiça, a que se reduzem os reinos senão a grandes latrocínios?”. João Paulo II, por sua vez, é enfático ao afirmar: “A paz se edifica sobre o fundamento da justiça”.

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A paz, dom de Deus, tarefa do ser humano


Hoje, em meio aos muitos conflitos, o valor da paz ressurge com toda força. Tem reconhecimento universal “como um dos valores mais altos que temos que buscar e defender”1. A grande ameaça à paz é a tentativa de uns se sobreporem aos outros, até criarem blocos que dividem o mundo. Muito se tem falado, após a Segunda Guerra Mundial, do confronto Leste-Oeste, quando grupos de nações se opunham por ideologias políticas e econômicas. Porém, João Paulo II soube identificar um conflito mais contundente e real, que está encravado nas relações Norte-Sul.

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O grande sim de Deus em favor da vida

Soa forte, em nossos dias, o chamado de Deus em favor da Vida. Muitas são as ameaças e os atentados que sobre ela recaem. A vida humana vem sendo afligida de maneira especial. Preocupa-nos, igualmente, a depredação da natureza. Vivemos a ambivalência de dispor de riquezas, de possibilidades várias e de poder, ao mesmo tempo em que uma parte considerável da humanidade continua padecendo de fome, sujeita à violência, à exclusão e a toda sorte de males. Espalha-se uma mentalidade individualista, auto-suficiente e mergulhada na indiferença. O desenvolvimento econômico nem sempre vem acompanhado do progresso social e do crescimento espiritual. Diante disto, soa forte a proposta de Jesus ao anunciar o “Evangelho da Vida”, nos reenviando a beber na fonte da Vida, nAquele que é o “Senhor da Vida” .

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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ética Social Cristã e Doutrina Social da Igreja


Nossa realização vai depender da clareza que temos sobre os eixos básicos de uma ética social e da ação que empreendermos. Nós cristãos temos certamente muito a oferecer. Nossa tradição é rica de ensinamentos e é grande a nossa capacidade em responder aos sempre novos desafios. Vejamos que caminhos conseguimos abrir.

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Aborto e dignidade da pessoa humana


Amplia-se o debate sobre o aborto em nosso país. Muitas são as visões que se interpõem, díspares muitas vezes. Nos meios de comunicação em geral, as posições aí aportadas nem sempre são um consenso; muitas vezes são contraditórias. Por isso, é indispensável ocupar o espaço e debater de maneira aberta para estimular a nossa atenção, aguçar a razão e esclarecer a consciência sobre problemas importantes de nossa sociedade.

Quando o assunto é o aborto, importa salientar alguns pontos básicos. Inicialmente, apontamos para o valor da dignidade da pessoa humana. Subjaz a esta o reconhecimento de uma realidade intrínseca, inerente ao próprio ser humano. Presente em cada pessoa, em sua essência mesma, esta dignidade é reconhecida como incomparável, inviolável e inalienável. A humanidade,
depois de guerras, holocaustos, genocídios etc, assimilou este reconhecimento como um valor universal que não se pode simplesmente vender, transferir, abdicar ou anular. Trata-se de um respeito devido a cada pessoa.

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

O resgate do vital humano na “produção” ética e inculturada do instituído

Em meio às rápidas transformações de nossa sociedade, identificamos uma crise que é do humano. Ela é também identificada como uma crise ética por excelência. Os fenômenos desta crise, mesmo os aparentemente exteriores, nos atravessam por inteiro e profundamente; dizem, inclusive, quem somos neste momento da história. Esta crise apresenta traços nítidos em seus contornos, profundidade e extensão. Ela acabou criando um desequilíbrio das bases vitais do humano, atingindo suas raízes mais profundas, o seu próprio ethos. Face a ela, urge resgatar o vital humano.

No resgate deste vital, identificamos vários elos sustentadores do humano presentes já na própria “produção do instituído”. Isto aponta, antes de tudo, para as nossas raízes mais profundas, o ethos, onde se dá a elaboração das “evidências primitivas”, como primeiro passo da elaboração das normas que regem a convivência humana. Identificamos, igualmente, momentos subseqüentes de explicitação do instituído, à medida que entra em cena a mediação da moral, do direito e da própria ética.

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terça-feira, 20 de julho de 2010

Virtudes - O vigor da vida no Espírito

Torna-se impossível falar do vigor que alimenta uma vida em comunhão com Deus e com os irmãos sem tocar um ponto luminoso, o ser virtuoso. Ele constitui um dos objetivos primordiais da Teologia, aponta para os alicerces da vida do cristão no seu dia-a-dia, resgata o ser humano em sua busca de plenitude.

Buscaremos aqui resgatar o frescor de um tema antigo com sua provocante solidez para os nossos dias. Voltar-nos-emos para o sentido e o papel das virtudes enquanto vigor subjacente à prática cristã e à própria Teologia. A fé, a esperança e a caridade, enquanto virtudes teologais, constituem o elo de base do tornar-se virtuoso e do produzir frutos do Espírito num contexto de sociedade em que se cruzam muitos outros ideais, próprio de uma sociedade policêntrica. São os fundamentos das virtudes humanas ou morais, pois "dispõem todas as forças do ser humano para comungar do amor divino".

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