sexta-feira, 19 de maio de 2017

PELA ÉTICA NA POLÍTICA - Nota da CNBB sobre o momento nacional

“O fruto da justiça é semeado na paz” (Tg 3,18) A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, unida aos bispos e às comunidades de todo o país, acompanha, com espanto e indignação, as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo a Constituição, Art. 37, é dever de todo servidor público, principalmente os que detêm elevadas funções, manter conduta íntegra, sob pena de não poder exercer o cargo que ocupa.
Tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum. A superação da grave crise vivida no Brasil exige o resgate da ética na política que desempenha papel fundamental na sociedade democrática. Urge um novo modo de fazer política, alicerçado nos valores da honestidade e da justiça social. Lembramos a afirmação da Assembleia Geral da CNBB: “O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre os interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção”. Recordamos também as palavras do Papa Francisco: “Na vida pública, na política, se não houver a ética, uma ética de referimento, tudo é possível e tudo se pode fazer” (Roma, maio de 2013). Além disso, é necessário que saídas para a atual crise respeitem e fortaleçam o Estado democrático de direito. Pedimos às nossas comunidades que participem responsável e pacificamente da vida política, contribuam para a realização da justiça e da paz e rezem pelo Brasil. Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, nos ajude a caminhar com esperança construindo uma nova sociedade. *Cardeal Sergio da Rocha* Arcebispo de Brasília Presidente da CNBB *Dom Murilo S. Ramos Krieger* Arcebispo de São Salvador da Bahia Vice-Presidente da CNBB *Dom Leonardo Ulrich Steiner* Bispo Auxiliar de Brasília Secretário-Geral da CNBB Brasília, 19 de maio de 2017

sexta-feira, 12 de maio de 2017

ORAÇÃO DO PAPA FRANCISCO NA CAPELINHA DAS APARIÇÕES EM FÁTIMA

Salve Rainha,
bem-aventurada Virgem de Fátima,
Senhora do Coração Imaculado,
qual refúgio e caminho que conduz até Deus!
Peregrino da Luz que das tuas mãos nos vem, dou graças a Deus Pai que,
em todo o tempo e lugar, atua na história humana;
peregrino da Paz que neste lugar anuncias, louvo a Cristo, nossa paz,
e para o mundo peço a concórdia
entre todos os povos;
peregrino da Esperança que o Espírito alenta, quero-me profeta
e mensageiro para a todos lavar os pés,
na mesma mesa que nos une.

Salve Mãe de Misericórdia,
Senhora da veste branca! Neste lugar onde há cem anos
a todos mostraste
os desígnios da misericórdia do nosso Deus, olho a tua veste de luz
e, como bispo vestido de branco,
lembro todos os que, vestidos da alvura batismal,
querem viver em Deus
e rezam os mistérios de Cristo
para alcançar a paz.

Salve, vida e doçura,
Salve, esperança nossa,
ó Virgem Peregrina, ó Rainha Universal!
No mais íntimo do teu ser, no teu Imaculado Coração, vê as alegrias do ser humano
quando peregrina para a Pátria Celeste.
No mais íntimo do teu ser, no teu Imaculado Coração,
vê as dores da família humana
que geme e chora neste vale de lágrimas.
No mais íntimo do teu ser, no teu Imaculado Coração,
adorna-nos do fulgor de todas as joias da tua coroa
e faz-nos peregrinos como peregrina foste Tu. Com o teu sorriso virginal
robustece a alegria da Igreja de Cristo.
Com o teu olhar de doçura
fortalece a esperança dos filhos de Deus.
Com as mãos orantes que elevas ao Senhor
a todos une numa só família humana.

Ó clemente, ó piedosa,
ó doce Virgem Maria,
Rainha do Rosário de Fátima!
Faz-nos seguir o exemplo dos Bem-aventurados Francisco e Jacinta,
e de todos os que se entregam
à mensagem do Evangelho.
Percorreremos, assim, todas as rotas,
seremos peregrinos de todos os caminhos, derrubaremos todos os muros
e venceremos todas as fronteiras,
saindo em direção a todas as periferias, aí revelando a justiça e a paz de Deus. Seremos, na alegria do Evangelho,
a Igreja vestida de branco,
da alvura branqueada no sangue do Cordeiro derramado ainda em todas as guerras
que destroem o mundo em que vivemos.
E assim seremos, como Tu,
imagem da coluna luminosa
que alumia os caminhos do mundo, a todos mostrando que Deus existe, que Deus está,
que Deus habita no meio do seu povo, ontem, hoje e por toda a eternidade.

(juntamente com os fiéis)
Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima! Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal, és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.
Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores, as verdades eternas
que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protetor. No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.
Unido aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor, a Ti me entrego.
Unido aos meus irmãos, por Ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.
E, enfim, envolvido na Luz que das tuas mãos nos vem, darei glória ao Senhor
pelos séculos dos séculos.

Amém.

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/nacional/fatima-2017-vaticano-divulga-oracao-que-o-papa-vai-fazer-na-capelinha-das-aparicoes/ 

sábado, 6 de maio de 2017

“O GRAVE MOMENTO NACIONAL” - CNBB

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6,33)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB, por ocasião de sua 55ª Assembleia Geral, reunida em Aparecida-SP, de 26 de abril a 5 de maio de 2017, sente-se no dever de, mais uma vez, apresentar à sociedade brasileira suas reflexões e apreensões diante da delicada conjuntura política, econômica e social pela qual vem passando o Brasil. Não compete à Igreja apresentar soluções técnicas para os graves problemas vividos pelo País, mas oferecer ao povo brasileiro a luz do Evangelho para a edificação de “uma sociedade à medida do homem, da sua dignidade, da sua vocação” (Bento XVI – Caritas in Veritate, 9).
O que está acontecendo com o Brasil? Um País perplexo diante de agentes públicos e privados que ignoram a ética e abrem mão dos princípios morais, base indispensável de uma nação que se queira justa e fraterna. O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção. Urge, portanto, retomar o caminho da ética como condição indispensável para que o Brasil reconstrua seu tecido social. Só assim a sociedade terá condições de lutar contra seus males mais evidentes: violência contra a pessoa e a vida, contra a família, tráfico de drogas e outros negócios ilícitos, excessos no uso da força policial, corrupção, sonegação fiscal, malversação dos bens públicos, abuso do poder econômico e político, poder discricionário dos meios de comunicação social, crimes ambientais (cf. Documentos da CNBB 50– Ética, Pessoa e Sociedade – n. 130)
O Estado democrático de direito, reconquistado com intensa participação popular após o regime de exceção, corre riscos na medida em que crescem o descrédito e o desencanto com a política e com os Poderes da República cuja prática tem demonstrado enorme distanciamento das aspirações de grande parte da população. É preciso construir uma democracia verdadeiramente participativa. Dessa forma se poderá superar o fisiologismo político que leva a barganhas sem escrúpulos, com graves consequências para o bem do povo brasileiro.
É sempre mais necessária uma profunda reforma do sistema político brasileiro. Com o exercício desfigurado e desacreditado da política, vem a tentação de ignorar os políticos e os governantes, permitindo-lhes decidir os destinos do Brasil a seu bel prazer. Desconsiderar os partidos e desinteressar-se da política favorece a ascensão de “salvadores da pátria” e o surgimento de regimes autocráticos. Aos políticos não é lícito exercer a política de outra forma que não seja para a construção do bem comum. Daí, a necessidade de se abandonar a velha prática do “toma lá, dá cá” como moeda de troca para atender a interesses privados em prejuízo dos interesses públicos.
Intimamente unida à política, a economia globalizada tem sido um verdadeiro suplício para a maioria da população brasileira, uma vez que dá primazia ao mercado, em detrimento da pessoa humana e ao capital em detrimento do trabalho, quando deveria ser o contrário. Essa economia mata e revela que a raiz da crise é antropológica, por negar a primazia do ser humano sobre o capital (cf. Evangelii Gaudium, 53-57). Em nome da retomada do desenvolvimento, não é justo submeter o Estado ao mercado. Quando é o mercado que governa, o Estado torna-se fraco e acaba submetido a uma perversa lógica financista. Recorde-se, com o Papa Francisco, que “o dinheiro é para servir e não para governar” (Evangelii Gaudium 58).
O desenvolvimento social, critério de legitimação de políticas econômicas, requer políticas públicas que atendam à população, especialmente a que se encontra em situação vulnerável. A insuficiência dessas políticas está entre as causas da exclusão e da violência, que atingem milhões de brasileiros. São catalisadores de violência: a impunidade; os crescentes conflitos na cidade e no campo; o desemprego; a desigualdade social; a desconstrução dos direitos de comunidades tradicionais; a falta de reconhecimento e demarcação dos territórios indígenas e quilombolas; a degradação ambiental; a criminalização de movimentos sociais e populares; a situação deplorável do sistema carcerário. É preocupante, também, a falta de perspectivas de futuro para os jovens. Igualmente desafiador é o crime organizado, presente em diversos âmbitos da sociedade.
Nas cidades, atos de violência espalham terror, vitimam as pessoas e causam danos ao patrimônio público e privado. Ocorridos recentemente, o massacre de trabalhadores rurais no município de Colniza, no Mato Grosso, e o ataque ao povo indígena Gamela, em Viana, no Maranhão, são barbáries que vitimaram os mais pobres. Essas ocorrências exigem imediatas providências das autoridades competentes na apuração e punição dos responsáveis.
No esforço de superação do grave momento atual, são necessárias reformas, que se legitimam quando obedecem à lógica do diálogo com toda a sociedade, com vistas ao bem comum. Do Judiciário, a quem compete garantir o direito e a justiça para todos, espera-se atuação independente e autônoma, no estrito cumprimento da lei. Da Mídia espera-se que seja livre, plural e independente, para que se coloque a serviço da verdade.
Não há futuro para uma sociedade na qual se dissolve a verdadeira fraternidade. Por isso, urge a construção de um projeto viável de nação justa, solidária e fraterna. “É necessário procurar uma saída para a sufocante disputa entre a tese neoliberal e a neoestatista (…). A mera atualização de velhas categorias de pensamentos, ou o recurso a sofisticadas técnicas de decisões coletivas, não é suficiente. É necessário buscar caminhos novos inspirados na mensagem de Cristo” (Papa Francisco – Sessão Plenária da Pontifícia Academia das Ciências Sociais – 24 de abril de 2017).
O povo brasileiro tem coragem, fé e esperança. Está em suas mãos defender a dignidade e a liberdade, promover uma cultura de paz para todos, lutar pela justiça e pela causa dos oprimidos e fazer do Brasil uma nação respeitada.
A CNBB está sempre à disposição para colaborar na busca de soluções para o grave momento que vivemos e conclama os católicos e as pessoas de boa vontade a participarem, consciente e ativamente, na construção do Brasil que queremos.
No Ano Nacional Mariano, confiamos o povo brasileiro, com suas angústias, anseios e esperanças, ao coração de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Deus nos abençoe!
Aparecida – SP, 3 de maio de 2017.
Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB


Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Fonte: http://cnbb.net.br/mensagem-da-cnbb-aos-trabalhadores-e-trabalhadoras-do-brasil/ 

segunda-feira, 1 de maio de 2017

CAMINHO DA ÉTICA TRAZ A PAZ!



"O fruto da justiça será a paz" (Is 32,17). 

Eis o caminho ético por excelência!

sábado, 29 de abril de 2017

PAPA FRANCISCO NO EGITO: MOMENTO DA SEMEADURA

Cairo (RV) - Al Salamò Alaikum! (A paz esteja convosco). O Papa chegou ao Egito anunciando a paz e como mensageiro regressou ao Vaticano.

Visita breve, mas intensa, e que alcançou plenamente seus três objetivos: incrementar o diálogo inter-religioso, avançar na relação ecumênica e encorajar a comunidade católica local.

Desafios

Baba Francis, como se diz em árabe, exortou os egípcios a resgatarem seu passado ilustre para fazer frente aos desafios que o país deve enfrentar: a ameaça terrorista, a crise econômica desencadeada com a retração do turismo e o desemprego juvenil, que chega a 40%.

Terra onde Deus revelou seu nome a Moisés, onde confiou os mandamentos no Monte Sinai e abrigou a Sagrada Família, o Egito já tem todos os valores, a sabedoria e a tenacidade para superar este momento crítico, não só para o país, mas para todo o Oriente Médio.

Diálogo inter-religioso

De fato, a dimensão inter-religiosa talvez tenha sobressaído levemente em relação às demais, justamente porque o Egito ocupa uma posição estratégica no cenário médio-oriental para a promoção da paz.

Desta viagem de Baba Francis, ficaram impressas frases como: a religião não é um problema, mas parte da solução; é preciso desmascarar a violência camuflada de suposta sacralidade; violência e fé são incompatíveis; o único extremismo tolerável é a caridade. E cunhou um novo termo: ao falar aos consagrados, seminaristas e sacerdotes, pediu que não cedam à tentação do “faraonismo”, isto é, de não se sentirem superiores aos demais.

Esperança

Os frutos desta visita se tornarão visíveis com o tempo, ainda é cedo para se fazer um balanço depois de discursos tão analíticos e densos. Mas daqui – do Cairo – foram lançadas as sementes para um futuro, se espera, promissor.

Do Cairo para a Rádio Vaticano, Bianca Fraccalvieri

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2017/04/29/papa_no_egito_momento_da_semeadura/1309161 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

PAPA FRANCISCO NO EGITO: 3 CHAVES PARA ENTENDER A VIAGEM


http://www.acidigital.com/noticias/3-chaves-para-entender-a-viagem-do-papa-francisco-ao-egito-61302/
Roma, 28 Abr. 17 / 12:00 pm (ACI).- Uma oportunidade para promover a paz e apoiar os cristãos egípcios. Assim dois líderes católicos do Egito definiram a visita que o Papa Francisco está realizando ao país do Nilo hoje e amanhã.

Em declarações ao Grupo ACI, o Bispo Copta Católico de Gizé, Dom Antonios Aziz Mina, e o porta-voz da Igreja Católica no Egito, Pe. Rafic Greiche, concordaram que o Santo Padre levará uma mensagem profética aos muçulmanos e cristãos do Egito, e também do mundo inteiro.
Ecumenismo, diálogo inter-religioso e segurança são as três chaves que são necessárias para compreender os motivos desta viagem.
1. Ecumenismo de sangue
Dom Aziz Mina explicou ao Grupo ACI que o Papa leva ao Egito, sobretudo, “uma mensagem de solidariedade, especialmente depois dos atentados terroristas no Domingo de Ramos” contra igrejas coptas do Cairo e da Alexandria, que provocaram dezenas de mortes.
“O Papa vem para nos transmitir a solidariedade de toda a Igreja para com todos os cristãos no Egito, especialmente os Coptos Ortodoxos, que são aqueles que tiveram mais mártires em nome de Cristo nestes últimos atentados. O Papa leva ao Egito uma mensagem de paz, como vigário de Cristo. Como chefe da Igreja Católica, traz uma mensagem de paz aos seus filhos que estão no Egito”.
O Pe. Greiche valorizou a importância ecumênica da presença de Francisco no Egito e insistiu na ideia do “ecumenismo de sangue” defendida pelo Papa, que implicaria uma união dos cristãos existentes através do sangue dos mártires derramado em diversos lugares do mundo.
“A visita do Papa Católico ao Papa dos Coptos Ortodoxos é um sinal de solidariedade. Acho que é positivo que o Papa Francisco insista na ideia do ‘ecumenismo sangue’”, ressaltou.
Além disso, o sacerdote indicou que existem “grandes expectativas sobre esta visita, porque o Papa visita o Egito em um momento histórico, em um contexto em que todos os egípcios, cristãos e muçulmanos, se tornaram irmãos de sangue depois dos atentados contra as igrejas há algumas semanas. Neste contexto, o Papa vem nos dar fortaleza, paz e esperança”.
2. Diálogo com o Islã
Perguntados sobre o que significa a visita do Pontífice à Universidade de Al-Azhar, no Cairo, o centro teológico mais importante do mundo muçulmano sunita, o Bispo de Gizé indicou que ajudará no caminho da compreensão mútua.
“Não se trata de mudar a percepção que o Islamismo tem do Cristianismo, mas o objetivo é fortalecer as relações com as autoridades da religião islâmica”.
Nesse sentido, recordou que “há um diálogo entre a Santa Sé e Al-Azhar, que teve uma pausa por alguns anos, mas atualmente, há aproximadamente seis meses, foi reiniciado com encontros no Vaticano e em Al-Azhar”.
“Esta visita do Papa Francisco fortalece o desejo de diálogo e de compreensão. Não se trata de mudar a percepção da religião, porque o dogma nunca se discute”.
“O diálogo com os muçulmanos é importante para descobrir e compreender o outro, trocar e compartilhar ideias. Por isso, a visita do Papa ao Al-Azhar é importante”, explicou o Pe. Greiche.
3. Segurança
Por último, ambos refletiram sobre a situação da segurança do Papa ao visitar um país onde estão acontecendo ataques contra as comunidades cristãs.
Dom Aziz defende que “não há nenhum risco para o Papa. Nenhum. O governo egípcio garantiu a sua segurança. Há muitos chefes de Estado que vêm ao Egito e a polícia está acostumada a garantir a passagem de todos os chefes de estado que vêm ao país. O Papa estará bem protegido”.
Por sua parte, o porta-voz da Igreja Católica no Egito recordou que “o Governo está fazendo todo o possível para garantir a segurança do Papa. Acredito que não haja nenhum problema”.
O Egito, com cerca de 84 milhões de habitantes, tem uma das maiores minorias cristãs do mundo islâmico. De 5% a 10% dos seus habitantes são cristãos, a maioria deles pertence à Igreja Copta Ortodoxa, embora também haja uma minoria católica.
A Igreja Católica no país tem 14 dioceses e 22 Bispos. Dessas 14 dioceses, 8 são de rito Copto e as outras são de rito greco-melquita, maronita, caldeu, siríaco, armênio e latino.