Quando falamos de fé e política não significa necessariamente confundir as coisas, mas sobretudo ter o discernimento necessário para que a nossa presença e colaboração na política seja pautada pela busca do bem comum, pela defesa da dignidade humana, pela valorização do trabalho honesto e não a mera especulação ou corrupção, pelo respeito do papel de cada um na sociedade, pela atitude solidária, pela vivência da caridade, pela defesa da vida, todos fruto do amor. Assim, recuperaremos o verdadeiro e nobre sentido de política que é organizar o espaço social tendo em vista os valores aqui elencados.
Frei Nilo Agostini, ofm
sábado, 7 de junho de 2014
sexta-feira, 6 de junho de 2014
CRISTÃOS NA POLÍTICA, ILUMINADOS PELA FÉ.
É O QUE ENSINA A DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA (DSI).
Você conhece esse ensino? Na sua Paróquia, se fala disso?
Diante dos desafios sócio-econômicos e políticos de diversa índole, a DSI busca captar justamente as dimensões éticas dos problemas humanos, identificando as responsabilidades do ser humano e aguçando, a partir da fé, o sentido moral do seu agir. Hoje, este ensino social é capaz de iluminar a atividade social, política e econômica dos cristãos, esclarecendo os compromissos políticos, discernindo as ideologias, capacitando para a análise de sistemas e situações (cf. Puebla, n° 472, 511, 525, 1227). Ele é parte integrante do seguimento de Jesus Cristo e, como tal, deve estar integrado tanto na educação católica quanto na catequese, tendo “o valor de um instrumento de evangelização” (cf. CA 53).
Frei Nilo Agostini, ofm
Você conhece esse ensino? Na sua Paróquia, se fala disso?
Diante dos desafios sócio-econômicos e políticos de diversa índole, a DSI busca captar justamente as dimensões éticas dos problemas humanos, identificando as responsabilidades do ser humano e aguçando, a partir da fé, o sentido moral do seu agir. Hoje, este ensino social é capaz de iluminar a atividade social, política e econômica dos cristãos, esclarecendo os compromissos políticos, discernindo as ideologias, capacitando para a análise de sistemas e situações (cf. Puebla, n° 472, 511, 525, 1227). Ele é parte integrante do seguimento de Jesus Cristo e, como tal, deve estar integrado tanto na educação católica quanto na catequese, tendo “o valor de um instrumento de evangelização” (cf. CA 53).
Frei Nilo Agostini, ofm
segunda-feira, 2 de junho de 2014
SEXUALIDADE E REALIZAÇÃO HUMANA: A PROPOSTA DA IGREJA CATÓLICA - Texto de Frei Nilo Agostini
A sexualidade é uma das maiores riquezas do ser humano; sua realização
está intimamente ligada a ela. Vivê-la com equilíbrio e maturidade é hoje o
grande desafio. As mudanças trazidas pela modernidade e pela pós-modernidade
introduziram padrões e comportamentos que mudaram a forma de viver a
sexualidade. A visão fragmentada da modernidade e as manifestações
miniaturizadas da pós-modernidade tendem a reduzir o seu potencial e a banalizar
o seu valor. A Igreja Católica, por sua vez, propõe uma visão integral do ser
humano, na qual a sexualidade é parte integrante de todo o seu ser; capta a sua
riqueza, sendo ela um bem; busca vivê-la no amor, no dom de si, buscando sempre
o bem das pessoas e da sociedade. Assim, a sexualidade torna-se fonte de
realização e de comunhão entre as pessoas e com o próprio Deus.
Este
texto foi publicado na Revista Religião e Cultura (PUC-SP), vol. VII,
n° 13, junho de 2008, p. 71-82.
Veja o texto completo, disponível em:
http://www.niloagostini.com.br/artigos/2010/pdf/18_070610_sexualidade.pdf
http://www.niloagostini.com.br/artigos/2010/pdf/18_070610_sexualidade.pdf
PÓS-MODERNIDADE E SER HUMANO - Texto de Frei Nilo Agostini
A sociedade atual apresenta expressões culturais multifacetadas. Revela-se, portanto, com forte diversidade, não escondendo uma riqueza de variedades. No entanto, verifica-se igualmente uma tendência de globalização crescente, formando um processo vivo e dinâmico que interfere nos nossos modelos de vida, nos padrões de comportamento, nas linguagens, levando a cultura a estar em permanente adaptação. Estamos mergulhados na pós-modernidade. "Somos pós-modernos" (J. Arduini).
Veja texto completo, publicado na Revista de Cultura Teológica da PUC de São Paulo, acessível no link: http://revistas.pucsp.br/index.php/culturateo/article/viewFile/15616/11645
Veja texto completo, publicado na Revista de Cultura Teológica da PUC de São Paulo, acessível no link: http://revistas.pucsp.br/index.php/culturateo/article/viewFile/15616/11645
PAPA À RENOVAÇÃO CARISMÁTICA: UNIDADE E APROXIMAÇÃO AOS POBRES
- Encontro com o Papa Francisco, neste domingo 01/06/2014
Cidade do Vaticano (RV) – Uma multidão em festa acolheu na tarde deste domingo o Papa Francisco no Estádio Olímpico de Roma, para celebrar os 37 anos da Renovação Carismática italiana.
O Presidente do Movimento, Salvatore Martinez, deu as boas-vindas ao Pontífice, afirmando que o Olímpico hoje não é palco de um jogo de futebol, com os times da Roma, da Lácio ou do São Lourenço (da Argentina). Mas há sempre uma equipe, a dos discípulos de Jesus, cujo técnico é o Espírito Santo e o capitão é o Papa Francisco. "A estratégia de jogo é maravilhosa. Colocando em campo a fé, a vitória de Jesus está garantida", disse ele.
Tomaram a palavra representantes dos sacerdotes, dos jovens, da família e dos enfermos, que deixaram seu testemunho, intercalados por palavras do Santo Padre, que porém fez notar aos organizadores que faltava um representante dos avós.
“Aos sacerdotes, me vem uma única palavra: proximidade. Proximidade a Jesus Cristo, na oração. Próximos ao Senhor. E proximidade às pessoas, ao povo de Deus que lhes é confiado. Amem sua gente”, disse Francisco.
Aos jovens, suas palavras foram: “Seria triste um jovem que protege sua juventude num cofre. Assim, esta juventude se torna velha, no pior sentido da palavra. Torna-se pano velho. Não serve para nada. A juventude serve para arriscar: arriscar bem, com esperança. Apostá-la em coisas grandes. Deve ser doada para que outros conheçam o Senhor. Não a poupem para vocês, avante!
Para as famílias presentes, o Pontífice recordou que são a Igreja doméstica, onde Jesus cresce, cresce no amor dos cônjuges, na vida dos filhos. Por isso o inimigo a ataca tanto: o demônio não a quer! E tenta destrui-la. “O Senhor abençoe a família e a fortifique nesta crise na qual o diabo quer destrui-la.”
Em seu pronunciamento, Francisco definiu a renovação carismática “uma corrente de graça na Igreja e para a Igreja”. Como em uma orquestra, nenhum movimento pode pensar em ser mais importante ou maior que o outro. “Quando isso acontece, a peste tem início. Ninguém pode dizer: eu sou o chefe. Como toda a Igreja, há um só chefe, um único Senhor: Jesus.”
Como na entrevista que concedeu voltando do Brasil, Francisco repetiu que não amava muitos os “carismáticos”, mas depois se tornou o assistente espiritual da Renovação Carismática, nomeado pela Conferência Episcopal Argentina. "Trata-se de uma força", afirmou o Papa, pedindo que renovem o amor pela palavra, carregando no bolso o Evangelho.
E advertiu: “Cuidado para não perder a liberdade que o Espírito Santo nos doou. O perigo para a Renovação é a da excessiva organização. Sim, ela é necessária. Mas não percam a graça de deixar Deus ser Deus. Não há graça maior que deixar-se guiar pelo Espírito Santo”.
O Pontífice identificou ainda outro perigo, que é se tornar controlador da graça de Deus. “Muitas vezes, os responsáveis (gosto mais da denominação 'servidores') por alguma comunidade se tornam, sem querer, administradores da graça, decidindo quem pode recebê-la. Vocês são dispensadores, não controladores. Não sejam a alfândega ao Espírito Santo”. E indicou três obras como guias seguros para não errar o caminho, sendo uma delas "Renovação Carismática e serviço ao homem", escrita pelo Card. Suenens e por Dom Hélder Câmara. "Este é o percurso, sintetizou: evangelização, ecumenismo espiritual, cuidado pelos pobres e necessitados e acolhida dos maginalizados. E tudo isto baseado na adoração!"
Por fim, Francisco disse o que espera da Renovação. Em primeiro lugar, a conversão ao amor de Jesus. “Espero de vocês uma evangelização com a Palavra de Deus que anuncia que Jesus está vivo e ama todos os homens.” Em segundo lugar, dar testemunho de ecumenismo espiritual, de permanecer unidos no amor que Jesus pede a todos os homens. A seguir, a aproximação aos pobres e aos necessitados, para tocar em sua carne a carne ferida de Jesus. “Aproximem-se, por favor.”
O Pontífice concluiu com um apelo: “Busquem a unidade da Renovação, porque a unidade vem do Espírito Santo. A divisão vem do demônio. Fujam das lutas internas, por favor.”
Fonte: http://www.news.va/pt/news/papa-a-renovacao-carismatica-unidade-e-aproximacao
Cidade do Vaticano (RV) – Uma multidão em festa acolheu na tarde deste domingo o Papa Francisco no Estádio Olímpico de Roma, para celebrar os 37 anos da Renovação Carismática italiana.
O Presidente do Movimento, Salvatore Martinez, deu as boas-vindas ao Pontífice, afirmando que o Olímpico hoje não é palco de um jogo de futebol, com os times da Roma, da Lácio ou do São Lourenço (da Argentina). Mas há sempre uma equipe, a dos discípulos de Jesus, cujo técnico é o Espírito Santo e o capitão é o Papa Francisco. "A estratégia de jogo é maravilhosa. Colocando em campo a fé, a vitória de Jesus está garantida", disse ele.
Tomaram a palavra representantes dos sacerdotes, dos jovens, da família e dos enfermos, que deixaram seu testemunho, intercalados por palavras do Santo Padre, que porém fez notar aos organizadores que faltava um representante dos avós.
“Aos sacerdotes, me vem uma única palavra: proximidade. Proximidade a Jesus Cristo, na oração. Próximos ao Senhor. E proximidade às pessoas, ao povo de Deus que lhes é confiado. Amem sua gente”, disse Francisco.
Aos jovens, suas palavras foram: “Seria triste um jovem que protege sua juventude num cofre. Assim, esta juventude se torna velha, no pior sentido da palavra. Torna-se pano velho. Não serve para nada. A juventude serve para arriscar: arriscar bem, com esperança. Apostá-la em coisas grandes. Deve ser doada para que outros conheçam o Senhor. Não a poupem para vocês, avante!
Para as famílias presentes, o Pontífice recordou que são a Igreja doméstica, onde Jesus cresce, cresce no amor dos cônjuges, na vida dos filhos. Por isso o inimigo a ataca tanto: o demônio não a quer! E tenta destrui-la. “O Senhor abençoe a família e a fortifique nesta crise na qual o diabo quer destrui-la.”
Em seu pronunciamento, Francisco definiu a renovação carismática “uma corrente de graça na Igreja e para a Igreja”. Como em uma orquestra, nenhum movimento pode pensar em ser mais importante ou maior que o outro. “Quando isso acontece, a peste tem início. Ninguém pode dizer: eu sou o chefe. Como toda a Igreja, há um só chefe, um único Senhor: Jesus.”
Como na entrevista que concedeu voltando do Brasil, Francisco repetiu que não amava muitos os “carismáticos”, mas depois se tornou o assistente espiritual da Renovação Carismática, nomeado pela Conferência Episcopal Argentina. "Trata-se de uma força", afirmou o Papa, pedindo que renovem o amor pela palavra, carregando no bolso o Evangelho.
E advertiu: “Cuidado para não perder a liberdade que o Espírito Santo nos doou. O perigo para a Renovação é a da excessiva organização. Sim, ela é necessária. Mas não percam a graça de deixar Deus ser Deus. Não há graça maior que deixar-se guiar pelo Espírito Santo”.
O Pontífice identificou ainda outro perigo, que é se tornar controlador da graça de Deus. “Muitas vezes, os responsáveis (gosto mais da denominação 'servidores') por alguma comunidade se tornam, sem querer, administradores da graça, decidindo quem pode recebê-la. Vocês são dispensadores, não controladores. Não sejam a alfândega ao Espírito Santo”. E indicou três obras como guias seguros para não errar o caminho, sendo uma delas "Renovação Carismática e serviço ao homem", escrita pelo Card. Suenens e por Dom Hélder Câmara. "Este é o percurso, sintetizou: evangelização, ecumenismo espiritual, cuidado pelos pobres e necessitados e acolhida dos maginalizados. E tudo isto baseado na adoração!"
Por fim, Francisco disse o que espera da Renovação. Em primeiro lugar, a conversão ao amor de Jesus. “Espero de vocês uma evangelização com a Palavra de Deus que anuncia que Jesus está vivo e ama todos os homens.” Em segundo lugar, dar testemunho de ecumenismo espiritual, de permanecer unidos no amor que Jesus pede a todos os homens. A seguir, a aproximação aos pobres e aos necessitados, para tocar em sua carne a carne ferida de Jesus. “Aproximem-se, por favor.”
O Pontífice concluiu com um apelo: “Busquem a unidade da Renovação, porque a unidade vem do Espírito Santo. A divisão vem do demônio. Fujam das lutas internas, por favor.”
Fonte: http://www.news.va/pt/news/papa-a-renovacao-carismatica-unidade-e-aproximacao
segunda-feira, 26 de maio de 2014
PAPA NO ORIENTE MÉDIO: UM LEGADO DE PAZ!
"Que Jerusalém seja verdadeiramente a cidade da paz. Que resplandeça plenamente sua identidade e seu caráter sagrado, seu valor universal religioso e cultural, como tesouro para toda a humanidade", disse Francisco em sua visita ao Oriente Médio, buscando semear a paz entre palestinos e israelense e entre as grandes religiões, entre cristãos, muçulmanos e judeus.
Papa pede que Jerusalém seja 'Cidade da Paz', aberta para ao mundo.
domingo, 25 de maio de 2014
TERRA SANTA: Papa Francisco e patriarca Bartolomeu de Constantinopla assinam declaração conjunta
Católicos e ortodoxos assumem compromisso comum em causas sociais e no
diálogo entre religiões
Jerusalém, 25 mai 2014 (Ecclesia) - O Papa Francisco e o patriarca
de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu, assinaram hoje em Jerusalém
uma declaração conjunta na qual assumem compromissos comuns em causas sociais e
no diálogo entre religiões.
“Temos o dever de oferecer um testemunho comum do amor de Deus por
todas as pessoas, trabalhando em conjunto ao serviço da humanidade,
especialmente na defesa da dignidade da pessoa humana em todas as fases da vida
e da santidade da família assente no matrimónio, na promoção da paz e do bem
comum”, assinala o texto, divulgado pela Santa Sé.
Católicos e ortodoxos querem combater “a fome, a pobreza, o
analfabetismo, a distribuição desigual de recursos” para construir juntos uma
sociedade “justa e humana”.
O texto assinado por Francisco e Bartolomeu manifesta preocupações
ecológicas, reconhecendo “maus-tratos” ao planeta, “o que aos olhos de Deus
equivale a um pecado”.
“Prometemos empenhar-nos na sensibilização sobre a salvaguarda da
criação; apelamos a todas as pessoas de boa vontade para tomarem em
consideração formas de viver menos dispendiosas e mais frugais”, refere a
declaração, dividida em 10 pontos.
Os dois líderes pedem respeito pela liberdade religiosa e convidam
os cristãos a “promoverem um diálogo autêntico com o judaísmo, o islamismo e
outras tradições religiosas”.
O Papa e o patriarca de Constantinopla manifestam uma “profunda
preocupação” pela situação dos cristãos no Médio Oriente, rezando pela paz na
Terra Santa e no Médio Oriente em geral.
“Rezamos especialmente pelas Igrejas no Egipto, Síria e Iraque,
que têm sofrido mais pesadamente por causa dos eventos recentes”, acrescenta o
documento.
A iniciativa decorreu após um encontro na delegação apostólica da
Santa Sé em Jerusalém, cidade onde o Papa foi acolhido pelo presidente da
autarquia local, Nir Barkat.
A reunião ecuménica contou com a presença de dignatários ortodoxos
e católicos, incluindo o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro
Parolin, e o presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos
Cristãos (Santa Sé), cardeal Kurt Koch.
No final do encontro, o Papa Francisco e o patriarca Bartolomeu
dirigiram-se para o Santo Sepulcro, para uma oração ecuménica.
A primeira viagem do Papa à Terra Santa evoca oficialmente o
encontro entre Paulo VI e o patriarca ecuménico Atenágoras, que teve lugar a 5
e 6 de janeiro de 1964 no Monte das Oliveiras em Jerusalém.
“O abraço trocado entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras
aqui em Jerusalém, depois de muitos séculos de silêncio, abriu a estrada para
um gesto epocal: a remoção da memória e do meio da Igreja dos atos de recíproca
excomunhão de 1054”, refere a declaração conjunta.
O texto assinala que
o diálogo teológico bilateral “não procura o mínimo denominador comum”, mas
“aprofundar o próprio conhecimento da verdade total que Cristo deu à sua
Igreja”.
“Apelamos a todos os cristãos, juntamente com os crentes das
diferentes tradições religiosas e todas as pessoas de boa vontade, para que
reconheçam a urgência deste tempo que nos obriga a buscar a reconciliação e a
unidade da família humana”, referem os líderes cristãos.
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